Quais zonas da terra tem maior risco de sofrer terremotos e vulcanismos?

Perguntado por: slopes . Última atualização: 15 de julho de 2022
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Uma das principais zonas sísmicas da Terra encontra-se em uma região que abrange boa parte dos limites do Oceano Pacífico, indo desde o sul da América do Sul, passando pelo norte da América do Norte e estendendo-se pelo extremo leste da Ásia e da Oceania.

As regiões mais sujeitas a terremotos são aquelas próximas às placas tectônicas como o oeste da América do Sul onde está localizada a placa de Nazca e a placa Sul-Americana; e nas regiões em que se formam novas placas como no oceano Pacífico onde se localiza o Cinturão de Fogo.

Portanto, algumas regiões da Terra são mais propícias do que outras para sofrerem com os tremores, pois são zonas em que duas placas diferentes estão em constante interação, a exemplo do Japão. Observe o mapa: Mapa das Placas Tectônicas pelo mundo.

A resposta para essa pergunta resume-se a dois motivos básicos: 1º – O território brasileiro situa-se em uma área em que não há encontros entre placas tectônicas. É justamente nas áreas em que esse encontro acontece que surge a grande maioria dos vulcões ativos do planeta.

É nessa conjunção de áreas que ocorre a maioria dos terremotos do planeta e, por isso, ela é denominada de Anel de Fogo do Pacífico ou, ainda, Círculo de Fogo do Pacífico. Ela representa justamente os limites da Placa do Pacífico, além de englobar a área de encontro entre a Placa de Nazca e a Placa Sul-americana.

Ainda segundo dados levantados a partir da análise de mapas topográficos e geológicos, as regiões que apresentam o maior número de falhas são o Sudeste e o Nordeste, seguidas pelo Norte e Centro-Oeste, e, por último, o Sul. O Nordeste é a região que mais sofre com abalos sísmicos.

No Chile, em uma cidade chamada de Valdivia, no dia 22 de maio de 1960, ocorreu um tremor que ficou conhecido como o Grande Terremoto, uma vez que foi o abalo de maior intensidade já registrado na história com 9,5 graus na escala Richter (em uma escala que varia de 0 a 9), esse fenômeno gerou um grande tsunami que ...

1º) Valdívia, Chile (1960)
O Chile, por ser um país quase que totalmente situado sobre uma região localizada na zona de encontro entre as placas tectônicas de Nazca e Sul-Americana, registra uma grande frequência de fortes tremores de Terra, incluindo o mais forte já diagnosticado.

Especialistas apontam Chile, Indonésia, Estados Unidos, Japão e Rússia como as nações com maior número de vulcões em atividade. Após ficar quatro décadas adormecido, o vulcão Calbuco, no sul do Chile, entrou em erupção de forma inesperada.

Como sabemos, a crosta terrestre não é uma camada única, mas constituída por inúmeros blocos, chamados de placas tectônicas. Muitas dessas placas estão em constante colisão, assumindo direções opostas. É nessa zona de contato que ocorre a maior parte dos terremotos do mundo.

Causas dos terremotos
Os abalos sísmicos ou tremores de terra geralmente ocorrem quando as rochas estão sob grande pressão, vinda do interior do planeta. Essa pressão exerce uma força nas rochas (placas tectônicas) e procura alguma maneira de se exaurir.

O que causa os terremotos? Existem três principais causas para os tremores na crosta terrestre: o desabamento, o vulcanismo e o tectonismo.

A erupção vulcânica, ao ser provocada pelo acúmulo de pressão quando há movimentação das placas, acaba gerando uma descarga de energia e, então, a ascensão do magma. Dependendo da intensidade que ocorrer essa erupção pode resultar em possíveis tremores na superfície, ou seja, os terremotos.

Os países que possuem maior número de vulcões ativos são Chile, Japão, Indonésia, Estados Unidos (incluindo o Havaí) e Rússia. Esses países estão no Círculo de Fogo do Pacífico, área em que ocorrem mais atividades sísmicas e de vulcanismo.

Desse modo, os vulcões são classificados em cinco tipos distintos: os Vulcões Escudo, Vulcões Monogenéticos (Cones de Escórias e Cones Hidroclásticos), Vulcões Compostos, Vulcões Combinados e Caldeiras.

A intensidade sísmica é uma medida qualitativa que descreve os efeitos produzidos pelos terremotos em locais da superfície terrestre. A classificação da intensidade sísmica é feita a partir da observação "in loco" dos danos ocasionados nas construções, pessoas ou meio ambiente.

A escala Richter, desenvolvida originalmente em 1935 por Charles Richter e Beno Gutenberg, do Caltech (Instituto de Tecnologia da Califórnia), é uma forma de medir a magnitude dos terremotos com base nas ondas sísmicas que se propagam a partir do local de origem do tremor no subsolo.

Terremoto é um termo usado para descrever o deslizamento repentino em uma falha e o tremor do solo resultante e a energia sísmica irradiada causada pelo deslizamento, ou por atividade vulcânica ou magmática, ou outras mudanças repentinas de estresse na terra.

Os terremotos no Brasil não são comuns ou recorrentes, porém, ao ocorrerem, localizam-se numa mesma localidade, na região Nordeste, mais precisamente nos estados do Ceará, Pernambuco e Rio Grande do Norte.

O terremoto mais forte já registrado em território brasileiro aconteceu em 1955, Na Serra do Tombador, no Mato Grosso. Alcançou 6,6 graus na escala Richter. Também em uma área pouco habitada, não houve fatalidades.