O que Karl Marx diz sobre a liberdade?

Perguntado por: mnovais8 . Última atualização: 15 de julho de 2022
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Marx identifica a liberdade como um atributo constitutivo do ser social e, como tal, inerente ao gênero humano e não aos indivíduos sociais atomizados em esferas que o limitam ao horizonte da propriedade privada que inverte o sentido do que constitui a sociabilidade humana: o trabalho.

Segundo o Dicionário de Filosofia, em sentido geral, o termo liberdade é a condição daquele que é livre; capacidade de agir por si próprio; autodeterminação; independência; autonomia.

O trabalho, enquanto ato gênese da socialidade humana, é o ato que possibilita a real efetivação da liberdade do homem, pois, para que ele possa se afirmar livre, o mesmo tem que suprimir as suas carências.

Segundo a filosofia, liberdade é o conjunto de direitos de cada indivíduo, seja ele considerado isoladamente ou em grupo, perante o governo do país em que reside; é o poder qualquer cidadão tem de exercer a sua vontade dentro dos limites da lei.

Em seu livro A ideologia alemã, lançado em 1846, Marx aponta a ideologia como uma falsa consciência da realidade. Para ele, ela é um instrumento de ocultamento da realidade utilizado pela classe dirigente para sobrepor-se às demais classes com a aquiescência delas.

Existem três tipos de liberdade. A primeira é o tipo “ser livre de,” uma liberdade das restrições da sociedade. A segunda é “ser livre para”, uma liberdade para fazer o que queremos fazer. E a terceira é “ser livre para ser”, uma liberdade não apenas para fazer o que queremos, mas para sermos quem temos que ser.

ARISTÓTELES, citado por RABUSKE (1999, p. 89), analisa que: “A liberdade é a capacidade de decidir-se a si mesmo para um determinado agir ou sua omissão”. Logo, liberdade é o princípio para escolher entre alternativas possíveis, realizando-se como decisão e ato voluntário.

Para Marx, o trabalho é a forma como o ser humano constrói sua identidade ao superar obstáculos comuns do dia a dia, através de sua imaginação e capacidade de produção. O desenvolvimento da cultura fundamentou-se na produção, ou seja, no trabalho.

O trabalho é definido por Karl Marx como a atividade sobre a qual o ser humano emprega sua força para produzir os meios para o seu sustento.

Para Marx, o trabalho é uma dimensão ineliminável da vida humana, isto é, uma dimensão ontológica fundamental, pois, por meio dele, o homem cria, livre e conscientemente, a realidade, bem como o permite dar um salto da mera existência orgânica à sociabilidade.

Deste princípio retira-se a inteligência de Sócrates sobre a liberdade. Para o filósofo, o homem livre é aquele que consegue dominar seus sentimentos, seus pensamentos, a si próprio. E a escravidão é marcada pelo fato do homem deixar que as paixões o controle.

Jean-Jacques Rousseau, o filósofo da liberdade como valor supremo.

O filósofo Jean-Paul Sartre (1905-1980) disse: “estamos condenados a ser livres”. Essa frase traz a liberdade como possibilidade única da existência. Ele entende que somos livres para existir e construímos nosso mundo interior a partir de escolhas.

Para Marx, há uma divisão do trabalho intelectual e do trabalho manual. O primeiro seria mais valorizado e aqueles acabariam pertencendo à elite. Portanto, esta classe produz ideologias para que a classe trabalhadora não questione sobre sua condição e assim continue a ser explorada.

É possível entender o marxismo como um conjunto de ideias políticas, econômicas e sociais que servem para compreender a realidade vivida por Karl Marx e Friedrich Engels no decorrer do século XIX. Karl Marx e Friedrich Engels desenvolveram um método para análise social.

O capitalismo é um sistema econômico que visa ao lucro e à acumulação das riquezas e está baseado na propriedade privada dos meios de produção. Os meios de produção podem ser máquinas, terras, ou instalações industriais, por exemplo, e eles têm a função de gerar renda por meio do trabalho.

Porém, o filósofo ficou mais conhecido por sua teoria de análise e crítica social, que reconhecia uma divisão de classes sociais e a exploração de uma classe privilegiada e detentora dos meios de produção sobre uma classe dominada.

Existem três tipos de liberdade : A primeira é o tipo “ser livre de,” uma liberdade das restrições da sociedade. A segunda é “ser livre para”, uma liberdade para fazer o que queremos fazer. A terceira é “ser livre para ser”, uma liberdade não apenas para fazer o que queremos, mas para sermos quem temos que ser.

Os 3 L´s – Liberdade Intelectual, Liberdade Geográfica, Liberdade Financeira.

Liberdade moral e reponsabilidade ou imputabilidade simplesmente pressupõem ASSEIDADE. As ações sempre provêm necessariamente do caráter, isto é, da constituição própria e, portanto, inalterável do ser, sob a influência dos motivos e de acordo com eles.