Em que velocidade a terra gira?

Perguntado por: acortes . Última atualização: 15 de julho de 2022
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1666 km/h

A duração da rotação da Terra é de 23 horas, 56 minutos, 4 segundos e 0,9 décimos, originando a sucessão dos dias e das noites. A velocidade desse movimento é de cerca de 1666 km/h, ou 465 m/s, que é bastante elevada, porém muito inferior à de outros astros do universo.

“É impossível que o planeta pare de girar de modo abrupto, mas, se isso acontecesse, tudo aquilo que se encontra na superfície terrestre seria arrancado violentamente: as cidades, os oceanos e até o ar da atmosfera”, afirma Rubens Machado, do departamento de astronomia da USP.

A velocidade de translação da Lua pode ser considerada a mesma velocidade de translação da Terra, que é de 109.000 km/h, uma vez que a Lua acompanha a Terra. O movimento de revolução é responsável por manter a Lua em órbita. A velocidade de revolução da Lua é de 3.670 km/h.

871.781 km/h

O Sol completa uma órbita na Via Láctea a cada 225 milhões de anos — viajando a mais de 777 mil de km/h. Somando tudo, nós, terráqueos, estamos nos deslocando com o sistema solar pela galáxia a astronômicos 871.781 km/h!

A Órbita, ou trajetória, da Terra em torno do Sol é uma elipse muito pouco achatada, sendo que o Sol ocupa um dos focos da elipse. Olhando para a elipse orbital da Terra, a olho nu não se pode distingui-la de uma circunferência. O eixo da Terra está inclinado de cerca de 66,5 o com relação a seu plano orbital.

No caso extremo em que a Terra tivesse o seu movimento de rotação interrompido, a atmosfera continuaria em movimento de rotação e isso produziria ventos de enormes velocidades, maiores que quaisquer outros que já puderam ser registrados por aqui.

Se a Terra parasse de girar de repente, tudo o que se encontra na superfície terrestre seria arrancado violentamente daqui: pessoas, árvores, animais, cidades, oceanos e até mesmo o ar da atmosfera. … Então todos os destroços sólidos, os oceanos e a atmosfera cairiam de volta.

Isso causaria o acúmulo de água no equador e faria aparecer um manto permanente de nuvens em forma de anel o que causaria chuvas e tempestades permanentes nessas áreas. Sem mencionar nas pessoas que teriam de viajar para outros lugares. O Equador se tornaria um barreira, que separaria os hemisférios do norte e do sul.

9.300 km/h

Um enorme pedaço de foguete deve atingir a Lua nesta sexta-feira (4). O lixo espacial, com peso estimado de 3 toneladas, alcançará a superfície lunar a uma velocidade de 9.300 km/h.

O movimento de rotação é o que ela faz em torno do seu próprio eixo. O movimento em que a Lua gira em torno da Terra é chamado de revolução. Dura aproximadamente 28 dias, assim como a rotação, e é ele que permite a existência das quarto fases, de 7 em 7 dias.

Embora não percebamos, a Terra gira sobre seu eixo a 1.600 km/h, e em volta do Sol a 100.000 km/h. O astro orbita o centro da Via Láctea a 850.000 km/h. E nossa galáxia navega a quase 2,3 milhões de km/h, ou seja, 630 km por segundo.

"No periélio, o Sol está a aproximadamente 147 milhões de quilômetros da Terra; no afélio está a uns 152 milhões de quilômetros do Sol." A distância varia porque a órbita da Terra ao redor do Sol não é uma circunferência perfeita, nosso planeta descreve uma trajetória elíptica.

As pessoas que viveram há muitos, muitos anos, pensavam que o Sol se movia em torno da Terra. Mas, há cerca de 450 anos, Nicolau Copérnico mostrou que a Terra se move em torno do Sol, e os dias se sucedem às noites e as noites aos dias, porque a Terra gira sobre si própria.

Aprendemos na escola que a Terra se move de duas formas. A rotação é o giro em torno de si mesma, o que produz o dia e a noite. Já a translação é o movimento em torno do Sol, responsável pelas estações do ano. Mas, nosso planeta também se movimenta de outras formas, como a precessão.

Além da rotação e da translação, a Terra realiza outros movimentos, com destaque para a nutação (oscilação do eixo de rotação da Terra), revolução (deslocamento da Terra em torno do centro da Via Láctea) e precessão dos equinócios (movimento do eixo da Terra).

O movimento de translação está associado à existência das estações do ano e a dinâmicas climáticas, além de eventos como os solstícios e os equinócios. Como sabemos, a Terra está em constante movimento e a translação é um dos principais movimentos do nosso planeta.

Além da sucessão de anos já referida, o movimento de translação tem como consequência as estações do ano. Não é por acaso que essas apresentam características diferentes e não ocorrem de maneira simultânea nos hemisférios. A explicação encontra-se no eixo de inclinação da Terra perpendicular a sua órbita.

O movimento de translação é descrito pela astronomia como o deslocamento que os corpos celestes realizam em torno do Sol. No senso comum, é evidenciado apenas a movimentação realizada pela Terra. Isso se justifica porque é o que mais impacta nas formas de vida existentes no planeta.

A rotação da Terra está diminuindo, e pode ser a razão pela qual temos oxigênio suficiente. Desde a sua formação, há cerca de 4,5 mil milhões de anos, a rotação da Terra tem vindo a diminuir gradualmente e, como resultado, os seus dias têm-se tornado progressivamente mais longos.

É interessante observar que, nas áreas próximas à Linha do Equador, a velocidade é maior, pois nessa área o raio terrestre é mais longo. Na cidade de Porto Alegre, por exemplo, a velocidade da rotação terrestre cai para 1450 km/h.