Em que os escravos trabalhavam?

Perguntado por: eneves . Última atualização: 15 de julho de 2022
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O desenvolvimento da economia colonial era garantido pela mão de obra escrava, que era empregada em diversas áreas: pecuária, lavoura, coleta, pesca e transporte de produtos. Os escravizados também realizavam uma diversidade de atividades desde o plantio (diversas culturas) até a preparação e o processamento do açúcar.

Os escravos brasileiros trabalharam nos engenhos de açúcar, nas minas de ouro e outras atividades econômicas e domésticas no Brasil Colônia e Império.

Nas cidades, as formas de trabalho escravo variavam bastante. Existiam os escravos prestadores de serviço, isto é, os escravos de ganho, carpinteiros, barbeiros, sapateiros, alfaiates, ferreiros, marceneiros, entre outros.

Esses escravos, chamados de "ladinos" (negros já aculturados), entendiam e falavam o português e possuíam uma habilidade especial na realização das tarefas domésticas. Os escravos chamados "boçais", recém-chegados da África, eram normalmente utilizados nos trabalhos da lavoura.

A vida de um escravo era dura e era marcada pela violência dos senhores e das autoridades coloniais. A jornada diária de trabalho poderia se estender por até 20 horas por dia e o trabalho no engenho era mais pesado e perigoso que trabalhar nas plantações.

Vinham amarrados por correntes e separados por sexo. Sofriam, além do desconforto físico, falta de água e doenças. No século 19, dos que vinham de Angola, 10% morriam na travessia, que demorava de 35 a 50 dias. Assim que chegavam ao Brasil, eles eram postos em quarentena, a fim de evitar mais perdas por doenças.

A senzala era uma espécie de habitação ou alojamento dos escravos. Elas existiram durante toda a fase de escravidão(entre o século XVI e XIX).

Escravos que trabalhavam em fábricas não eram “privilegiados” quanto ao tratamento e vigilância. Em Ipanema, os escravos trabalhavam numa média de 12 horas diárias e nem sempre com os cuidados necessários de saúde e alimentação. As condições de trabalho quase sempre eram precárias devido à falta de recursos da fábrica.

Os quilombos eram locais de refúgio dos escravos negros, que abrigavam também minorias indígenas e brancas. Existem registros de quilombos em todas as regiões do País. Eles tinham curta existência, já que depois de descobertos eram reprimidos pelos senhores de terras e de escravos.

O desenvolvimento da economia colonial era garantido pela mão de obra escrava, que era empregada em diversas áreas: pecuária, lavoura, coleta, pesca e transporte de produtos. Os escravizados também realizavam uma diversidade de atividades desde o plantio (diversas culturas) até a preparação e o processamento do açúcar.

Os escravos domésticos trabalhavam diretamente para seus proprietários ou "por aluguel", quando realizavam as funções destinadas na residência de outrem mediante ao pagamento de quantia estipulada por seu senhor.

As principais atividades a que se dedicavam eram as de carregadores, doceiras e pequenos consertos, embora alguns senhores induzissem as escravas à prostituição, o que era proibido por lei.

Algumas apenas somente os filhos foram reconhecidos, porém as mães permaneceram na mesma condição de cativa, embora nem sempre os filhos que senhores tiveram com as escravas eram reconhecidos, apenas era mais um filho de uma cativa sem ser reconhecido pelo pai cujo era o senhor.

Depois do parto, muitas escravas eram obrigadas a levar os filhos para o trabalho na lavoura em panos amarrados à cintura. Consultoria Fábio Pestana Ramos, doutor em História Social pela USP e autor do livro Eles Formaram o Brasil (Ed.

Segundo Lúcia Helena, para conseguir o dinheiro determinado à alforria, as escravas trabalhavam lavando roupa e como babá, ama de leite, bordadeira e engomadeira, além de vender alimentos na rua que elas mesmas faziam ou cultivavam em pequenas hortas.

O movimento negro no Brasil surge, ainda de forma precária e clandestina, durante o período escravagista. Grandes personagens se insurgiram contra o sistema e impulsionaram o movimento. Dentre eles, um dos mais conhecidos é Zumbi dos Palmares (líder do Quilombo dos Palmares).

Os escravos também recebiam estimulantes, como tabaco, para esconder a sua tristeza. No século XVIII, 70% dos escravos trazidos para o Brasil eram de Angola. Existem relatos que apontam a violência com a qual os colonos tratavam os escravos e muitos falam de escravos queimados vivos por pequenas “faltas”.

Táticas de resistência como o corpo mole, o deixar-se raptar, a água cuspida e urinada no copo do senhor etc, assim como furtos, roubos, agressões físicas e até assassinatos nos indicam que os crimes cometidos por escravos no Brasil, mesmo não sendo arquitetados como numa rebelião, não eram atos isolados, desconexos e ...

As fugas foram uma das formas encontradas para se resistir e opor-se aos castigos físicos, às longas jornadas de trabalho e a toda sorte de arbitrariedades a que eram submetidos os negros escravizados.

Foram encontrados também, além de lavradores, administradores (2), fazendeiros (1), ferreiros (1), lavradores e criadores (1) e negociantes (1).