Em que Kant acreditava?

Perguntado por: dleiria . Última atualização: 15 de julho de 2022
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Kant acreditava principalmente em um conhecimento prévio, a priori, que é conquistado sem a necessidade da experiência. Um exemplo de uma proposição a priori é "dois mais dois é igual a quatro". Entendemos esse conceito sem termos que fisicamente colocar dois e dois juntos.

Ou, nas palavras de Kant: "Sem sensibilidade nenhum objeto nos seria dado, e sem entendimento nenhum seria pensado. Pensamentos sem conteúdo são vazios, intuições sem conceitos são cegas."

A ética kantiana é a ética do dever, autocoerção da razão, que concilia dever e liberdade. O pensamento do dever derruba a arrogância e o amor próprio, e é tido como princípio supremo de toda a moralidade. KANT, Immanuel.

Principais Ideias de Kant
Kant revela que o espírito ou razão, modela e coordena as sensações, das quais as impressões dos sentidos externos são apenas matéria prima para o conhecimento. O julgamento estético e teleológico unem nossos julgamentos morais e empíricos, de modo à unificar o seu sistema.

Kant trabalha bastante sobre o que é a vontade, o arbítrio, e o conceito de liberdade, que permeia os princípios das capacidades e determinações que orientam a ação humana de acordo com a razão, para ele essa é uma ideia de legalidade e essas são as leis morais, e como tal são diversas de leis físicas ou naturais.

Kant trouxe à luz a enorme importância do emaranhamento, da mistura epistemológica, da interação, da interdependência, do empirismo e do racionalismo. Isso é o que vem à mente com mais destaque quando reflito sobre por que Kant é uma figura importante na filosofia ocidental.

O filósofo inglês David Hume (1711-1776), cuja obra Kant afirma tê-lo acordado do "sono dogmático", colocou sob suspeita o princípio de causalidade, que determina que, dado uma causa x, tem-se um efeito y.

Desta forma, Kant legitimou o conhecimento dentro do mundo de nossa experiência e excluiu o conhecimento metafísico da realidade última e da natureza da alma. Seu argumento era o seguinte: 'a psicologia racional inteira é impossível enquanto ultrapasse os poderes da razão humana.

A filosofia kantiana pode ser resumida em quatro questões básicas: “Como se pode conhecer?”, “Como agir?”, “O que esperar?” e “O que é o homem?”.

Deste modo, a ética de Kant apresenta-se fundamentada na ideia do dever. A ética que se baseia no dever é chamada de ética deontológica. Deontologia deriva do grego deon, que significa "dever". Deontologia seria a "ciência do dever".

Em ética, seu principal legado é o conceito de imperativo categórico, que utilizou para afastar a visão utilitarista.

A filosofia crítica de Kant consiste, desta forma, em impor à razão os limites da experiência possível. O filósofo alemão pretende, com isso, fornecer rigor metodológico à metafísica, livrando-a de seu caráter dogmático e trazendo-a para o rumo seguro da ciência.

para kant a filosofia não deve ser cética, , não deve desacreditar da razão, e nem dogmática, ou seja, confiar totalmente na razão. Kant fez uma síntese entre o racionalismo de Descartes e o empirismo de Hume. Sua proposta é o criticismo, que é um modo crítico de ver as condições da metafísica e da moral.

O ponto fundamental do criticismo kantiano é a solução aplicada ao debate entre racionalistas e empiristas, a chamada Revolução Copernicana da Filosofia.

Kant respondeu aos seus antecessores argumentando contra os empiristas que a mente não é uma lousa em branco que é escrita pelo mundo empírico, e rejeitando a noção dos racionalistas de que o conhecimento a priori puro de um mundo independente da mente era possível.

Sua crítica a toda metafísica e a perspectivas dogmáticas é mencionada por Immanuel Kant como um fator de reviravolta em seu pensamento. David Hume enfatizou a influência da experiência em muitas das nossas operações mentais.

Kant estabelece criticas a Hume principalmente por sua forma de posicionar-se ao conhecimento. Para o prussiano, não era possível que o conhecimento se originasse na experiência.

A ordem de leitura de Kant é quase cronológica. Os escritos pré-críticos não são absolutamente necessários a menos que haja intenção de aprofundamento. Prolegômenos para toda metafísica futura que se apresente como ciência (1783); Crítica da Razão Pura (1781);

Kant, portanto, solucionou o debate entre racionalistas e empiristas mostrando que os dados da experiência (empirismo) são “encaixados” em categorias e intuições a priori (racionalistas). Os elementos a priori e a posteriori do conhecimento são devidamente conciliados.

Racionalismo e empirismo: diferença
O empirismo e o racionalismo são considerados duas correntes de pensamento filosófico opostos. Enquanto o empirismo valoriza as ciências experimentais, o racionalismo busca explicar os fenômenos a partir do estudo das ciências exatas.