Como os movimentos das placas tectônicas podem expandir os oceanos e formar montanhas?

Perguntado por: rfarias . Última atualização: 16 de julho de 2022
4.2 / 5 10 votos . 11 colaboradores . 565 visualizações

Resposta: À medida que algumas placas tectônicas se afastam umas das outras, como ocorre com as placas Sul-Americana e Africana, o material que está no manto chega ao piso oceânico, se solidifica e se integra a ele. Onde há choque de placas tectônicas pode ocorrer a formação de montanhas.

O manto em convecção gera movimento das placas tectônicas, que pode ser de 3 tipos: convergentes, divergentes ou transformantes. Dependendo do envolvimento de placas oceânicas ou continentais, causam diversas consequências como terremotos, subducção, tsunamis, formação de falhas ou surgimento de cadeias montanhosas.

O sistema de movimentação das placas tectônicas é ocasionado pela convecção que ocorre no manto e a energia é proveniente do calor interno da Terra, e as placas têm um papel ativo nesse processo.

O Brasil encontra-se sobre a Placa Sul-Americana, bem como todo o subcontinente América do Sul. Essa placa possui mais de 43 milhões de km2 e cerca de 200 quilômetros de largura. A localização central do país sobre a placa faz com que aqui não haja tantas incidências de abalos sísmicos.

As Células de convecção – também conhecidas como Correntes de Convecção – são as movimentações do magma presente no manto terrestre. Acredita-se que a existência desse fenômeno no interior do planeta Terra seja diretamente responsável pelo movimento das placas tectônicas.

Além das alterações nas formas de relevo continentais e oceânicas, a movimentação das placas tectônicas também acarreta outros fenômenos geológicos, como a ocorrência de terremotos e também a manifestação dos vulcões.

Quanto aos movimentos das placas tectônicas, elas podem ser convergentes, divergentes, pendulares e transumantes. O Brasil está situado na placa sul-americana, a qual está divergindo da placa africana. Entre a placa africana e a placa sul-americana existe a cadeia montanhosa submarina chamada dorsal gondwanica.

Quando duas placas se chocam ou se raspam, elas geram um acúmulo de pressão que provoca um movimento brusco. Há três tipos de movimentos: convergente (quando duas se chocam), divergente (quando se movimentam em direções contrárias) e transformante (separa placas que estão se deslocando lateralmente).

Portanto, a causa fundamental do movimento é a força. Podemos dizer que os movimentos existem ou deixam de existir devido a uma interação entre os corpos chamada força que pode ser de diversos tipos.

Os movimentos das placas tectônicas podem ser observados através de seus limites e são classificados como: Divergentes (que definem a zona de construção da crosta), Convergentes (definidas na zona de destruição da crosta) e. Conservativos (onde estão as falhas transformantes).

Convergente: placas que se movimentam na direção umas das outras. Com isso, elas colidem e geram eventos terrestres, como tremores e alterações no relevo, como o surgimento de montanhas; Divergente: placas que se afastam uma das outras, como as placas dos continentes africano e sul-americano.

Placa Sul-Americana

O Brasil está localizado no centro da Placa Sul-Americana, que possui uma extensão de 43,6 milhões de quilômetros quadrados e, aproximadamente, 200 quilômetros de espessura. Essa placa tectônica se desloca para oeste, se afastando da Dorsal Mesoatlântica e se aproximando das Placas de Nazca e do Pacífico.

O Brasil não sofre com ação dos terremotos de maneira intensa, pois o país localiza-se no centro da placa tectônica sul-americana. Dessa forma, a movimentação dessa placa tectônica não gera em nosso território o movimento convergente, ou seja, não há fortes terremotos no Brasil.

América do Sul

A América do Sul é um continente que compreende a porção meridional da América. Também é considerada um subcontinente do continente americano. A sua extensão é de 17 819 100 km², abrangendo 12% da superfície terrestre e 6% da população mundial.

As Correntes de Convecção da Terra (também chamadas de Células de Convecção) são os movimentos dos fluidos internos que se realizam no manto, abaixo da crosta terrestre.

Um exemplo de convecção térmica é quando aquecemos uma panela no fogão. Esse processo cria as correntes de convecção onde a água que está próxima do fogo torna-se menos densa e sobe, enquanto a que está fria torna-se mais densa e desce.

As placas tectônicas literalmente flutuam sobre o magma. Desse modo, o que faz as placas tectônicas movimentarem-se é justamente o movimento desse magma! E esse movimento não acontece de uma maneira qualquer, mas sim obedecendo a uma variação cíclica, que chamamos de correntes ou células de convecção da Terra.

Após a separação da Pangeia, o movimento das placas tectônicas continuou ocasionando a fragmentação dos continentes. A separação de Gondwana ocorreu na era Mesozoica, e, além da América do Sul e da África, esse continente continha a Índia, a Austrália e a Antártida.

Existem três tipos de limites tectônicos: Transformante, divergente e convergente. Limite tectônico transformante as placas tectônicas deslizam em sentidos opostos. Limite tetônico divergente as placas tectônicas se afastam, criando fendas e rachaduras na crosta terrestre.

2 – Placas convergentes 1
Essas são as placas que vão uma de encontro à outra. A placa mais densa mergulha para baixo da menos densa. É o caso do choque entre uma placa oceânica e (mais densa) e outra, continental. Quando essas placas se comprimem, elas acabam dando origem a cadeias montanhosas.